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Uma das demonstrações mais engenhosas que se encontra na
história da matemática foi feita por Euclides de Alexandria no
século III a.C.
Euclides provou que existem infinitos números primos.
Euclides teria pensado assim, acompanhe seu
raciocínio.
"Faz de conta que existe um número finito de
números primos. Se for assim então deve existir um último
número primo. Vou chamá-lo de p.
A seqüência de números primos até o p é a
seguinte :
| 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17, .. p |
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Depois disto Euclides imaginou um número composto
muito grande formado pelo produto de todos os números primos, do
primeiro ao último, ou seja, um "numerão" N, assim:
N = 2.3.5.7.11.13.17. . . . . p
Está claro que o número N é um número composto,
pois é divisível por, 2, por 3, 5, 7, 11, e assim por diante, e
finalmente é divisível por p até aqui considerado o
"último " número primo.
Euclides não parou aí, pensou então num
número ainda maior que N, pensou no número M assim formado.
M = 2.3.5.7.11.13.17. . . . . p + 1
Ora, pensou Euclides, M não pode ser múltiplo
de 2. 
Observe que M = 2.(3.5.7.11.13.17. . . . . p) + 1 é um número
impar, quando dividido por 2 dá resto 1.
Também não é múltiplo de 3, dá resto 1
quando dividido por 3.
Usando um raciocínio semelhante concluiu que M não pode ser
múltiplo de 5, de 7, 11, 13, 17, enfim, não é
divisível por nenhum número primo menor ou igual a p.
Portanto o novo número M = 2.3.5.7.11.13.17. . . . . p
+1 é um número primo ainda maior que p.

Frente a esta contradição Euclides concluiu que
não pode haver um último número primo, sua
hipóteses inicial, provou então que o número de primos
é infinito.
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