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De volta à Sala de Aula - 15/1/2008 02:24:10TopoRUY CASTRO
De volta à sala de aula
RIO DE JANEIRO - O historiador e diplomata Alberto da Costa e Silva deu, como sempre, uma ótima entrevista, esta para a repórter Mariana Filgueiras, no "Jornal do Brasil", em que fala de quatro atividades essenciais que praticávamos na sala de aula e que, pelo visto, a escola brasileira abandonou. Uma, a leitura em voz alta. Um aluno lia alto e os outros o acompanhavam no mesmo texto, em silêncio. Depois se revezavam. "Quem lê em voz alta toma gosto pela leitura", diz ele. "Ler alto ensina a virgular, ensina as respirações da fala." Outra, o ditado. "Ele educa o ouvido", observa Da Costa e Silva, além de exigir do aluno o conhecimento da palavra e da estrutura da frase, a destreza e a clareza caligráficas. Quantas crianças no Brasil de hoje serão capazes de tomar um ditado sem cometer grossas batatadas com seus garranchos? Uma terceira, a cópia. O simples ato de copiar um texto estimula a concentração para a grafia, os acentos e a pontuação. Não que os garotos não estejam entregando trabalhos baseados em textos que copiam liberalmente da internet - mas a cópia na sala de aula é outra coisa. Ali é que, diante do professor, a onça bebe água. E, por fim, a redação - ou composição, como se chamava, baseada na observação de objetos. "A composição estimula os sentidos. A criança aprende a pôr no papel, com palavras, o que vê", diz Alberto. "A descrição de quadros de natureza-morta, por exemplo, é essencial." Ou a visita ao zoológico, diria eu, ou à fábrica de sorvete. Alguém dirá que o próprio conceito de sala de aula mudou e que o importante agora é enchê-la de computadores. Mas a mecânica elementar do conhecimento em nossos meninos terá se sofisticado a esse ponto? Por enquanto, o que estamos produzindo são crianças que marcam xis no chute em testes de múltipla escolha.
A favor ou contra a tabuada - 17/4/2007 13:57:58TopoTrata-se de uma crença desprovida de fundamentos, que se levada a cabo, tende a comprometer, de modo muitas vezes irreversível, a aprendizagem das crianças. Não só porque a prática da decoreba não contribui para o desenvolvimento da inteligência e das capacidades das crianças, vide os baixíssimos índices de rendimento dos alunos em matemática, em todos os níveis de ensino, há pelo menos três décadas.
O problema é uma associação, equivocada, do ensino da tabuada ao ato de decorar mecanicamente, sem raciocinar. O equívoco é disseminado até por autoridades como o governador do Estado de São Paulo, que tem pregado através da mídia que "Não vê outra maneira de saber quanto é 9 vezes 7 senão memorizando que é 63". Não temos dúvida de que o governador está desinformado sobre os estudos sobre processos de aprendizagem e os métodos de ensino atuais, o que pode contribuir para fomentar a crença de que o esforço substitui o raciocínio, estamos diante de um quadro delicado, para a saúde mental das crianças principalmente.
O prof. Bigode tem uma posição clara sobre este tema, veja os detalhes no artigo "Sobre o ensino da tabuada na escola primária", clicando no link: http://www.matematicahoje.com.br/telas/autor/artigos/artigos_publicados.asp?aux=tabuada
Neste artigo o autor discute o sentido da palavra tabuada e suas consequências para o ensino, aborda também a sutil diferença entre o ato de decorar (mecanicamente) e a memorização.
Nos próximos artigos vamos abordar as atividades e sequências didáticas que contribuem para uma memorização saudável dos fatos da multiplicação e o desenvolvimento do cálculo mental.
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Ganhamos o Premio Jabuti 2006 - 13/8/2006 09:52:52Topo
Matematicaquices - 11/7/2006 11:59:09Topo
MEC avaliou a obra Matematica do Cotidiano & suas Conexoes como excelente - 27/3/2006 09:58:25Topo
GUIA DE LIVROS DIDÁTICOS - PNLD 2007 Matemática
Coleção 024703
Matemática do cotidiano & suas conexões
Editora FTD
Bigode & Gimenez
Conhecendo
Cada livro é formado por nove unidades, que têm como eixo temas do cotidiano. Os conteúdos das unidades são desenvolvidos em seqüências de atividades, agrupadas por tópicos e intercaladas com textos informativos ou explicativos. As atividades são de diversos tipos, como desafios, jogos, pesquisas, exercícios de fixação, e outros. Etiquetas marcam algumas das atividades: Em grupo, Experiência, Desafio, Pesquisa e Criatividade. Ao fim de cada unidade, temos as seções: Já sei fazer – com atividades para reconhecer, fixar e autoavaliar os conteúdos; Calculando de cabeça – com situações de cálculo mental e de estimativas; e Revistinha da Matemática – com uma atividade lúdica; e as subseções: Construindo; Você sabia?; Vamos ler ou Dica de Leitura. No fim do livro da 1ª série há materiais para recortes. O livro da 4ª série contém um resumo dos conteúdos tratados e sugere que o aluno faça seu próprio resumo.
O Manual do Professor inclui uma cópia do Livro do Aluno, com as respostas dos exercícios, comentários e orientações. Traz, ainda, o suplemento Orientações para o professor, que contém os capítulos: Características gerais da proposta; A gestão metodológica; e Desenvolvimento profissional, comuns a todas as séries. Além desses, há os capítulos: Para usar o livro; O tratamento dos conteúdos; e A avaliação, com partes comuns e partes específicas por série. Há, ainda, uma bibliografia organizada por temas, comum a todos os volumes, e Para entender os PCN, específico para cada série. Propostas de jogos ou modelos são apresentados como anexo.
Avaliando
Privilegiada na coleção, a contextualização nas práticas sociais é o eixo organizador das unidades. Isso contribui para que as grandezas e medidas e o tratamento da informação estejam presentes e bem desenvolvidos. Os conceitos e procedimentos são trabalhados com boa diversidade de representações e abordagens. Os conteúdos de números e operações são tratados sob diversos aspectos, a partir de situações exploratórias. Merece destaque especial o tratamento dado ao cálculo mental, às estimativas e à interdisciplinaridade. O manual do professor é ponto alto da coleção. Traz as orientações metodológicas necessárias, que contemplam as especificidades de cada série e dos conteúdos. Dá sugestões para o desenvolvimento das atividades propostas, discute a avaliação e favorece a formação e atualização do professor.
1ª Série
- Minhas primeiras experiências matemáticas: números até 6; comparação; contagem e ordenação
- Meu corpo e os números: sucessor e antecessor; par e ímpar; ordenação; medidas com partes do corpo
- As contas e os bichos: números; adição; vistas; subtração; seqüências; dobro e metade; simetria; número do meio
- A Matemática das minhas coisas: números maiores que 10; dúzia; adição; sólidos geométricos
- As coisas de casa: números de 10 a 20; vistas; dúzias; combinações; medidas
- Os números do bairro: ordenação; dezenas; dobros; medida; localização
- Explorando a Matemática dos transportes: pesquisa; símbolos; adições e subtrações; combinação; antecessor e sucessor; noventa
- A Matemática das datas: tempo; metades e dobros; cálculos com reagrupamento; comparações; códigos; centena
- Formas e números em todo o lugar: adição e subtração; cálculo mental; calculadora; estimativa; aproximações; poliedros e seus elementos; moedas e o 100.
2ª Série
- Férias: formas e números em outros lugares: contagem; dinheiro e operações; linhas retas e curvas; seqüências; comparação de números e quantidades
- A Matemática em nossa higiene: medidas; adição com reagrupamento; o zero; tabuada do 2
- Construções: formas e números: figuras espaciais; paralelas e perpendiculares, multiplicação; números maiores que 100; grupos de 10; comprimento; seqüências; par e ímpar
- Os números nas festas juninas: multiplicação; medidas; adição com reagrupamento; tabuada do 100; datas
- Fazendo contas e compras: arredondamento; tabuadas de 5 e 10; agrupamentos; algoritmos da adição e subtração; descontos
- Descobertas matemáticas no bairro: sólidos geométricos; movimentos; caminhos; códigos; algoritmo da adição; tabuada do 8; repartir em partes iguais
- A matemática do tempo: dia, mês, ano, hora; estimativas; operações; arredondamento; tabuada do 9
- Regularidades matemáticas: simetria; polígonos; adição com muitas parcelas; tabuadas do 3 e do 6; divisão; comparação
- Brincadeiras matemáticas: tabuadas; adição e subtração; cálculo mental; localização.
3ª Série
- A Matemática do espaço cotidiano: noção de espaço, medidas, localização; operações
- Espaços de estudo e de lazer: multiplicação; contas com o tempo; figuras geométricas; estimativa; frações; caminhos
- O mundo das mil e uma coisas: contagem, composição, medidas, dinheiro, subtração, linha do tempo; multiplicação
- As formas no esporte: figuras planas; partes e frações do círculo; esfera
- Os números no esporte: ano; medidas; operações; estimativa; fração; tabuada de 11 e 32
- O mundo dos círculos e retângulos: cortes e faces; planificações; multiplicação
- Vivendo o equilíbrio: metades; divisão; média; balanças; simetria; ampliação e composição de figuras; operações
- A Matemática nos mercados e nas feiras: agrupamentos, armazenamento; áreas; preços; tabelas e gráficos
- A Matemática dos primeiros brasileiros: números; operações; mapas; figuras planas.
4ª Série
- Festival numérico: sucessor e antecessor; operações; pirâmides numéricas; multiplicação; chance
- Formas e medidas do mundo natural: comprimento; ângulos; simetria; massa
- Matemática dos países: sistemas monetários; medidas, ordenação e arredondamento, milhão; estimativa; perímetro; porcentagens; figuras planas e combinações
- Cálculos e medidas nas profissões: planta baixa; área; instrumentos de medida; ângulos; volume; estimativa
- Aritmética e vida saudável: pesquisa; divisão; medidas; números decimais; multiplicação; gráficos; múltiplos de 4
- A Matemática da alimentação: tempo; dinheiro; temperatura; dúzia; fração; capacidade; proporção
- Números e medidas do meio ambiente: área; mapa e escala; medidas; gráficos; porcentagem
- Matemáquinas: calculadora; estimativa; operações; números decimais
- Comunicação e Matemática: tabelas e gráficos; fração; expressões numéricas; código.
Avaliando
Na seleção dos conteúdos há predominância do bloco de números e operações, que vai além da esperada. Entre os demais blocos: geometria; grandezas e medidas; e tratamento da informação, a seleção é equilibrada. Os conteúdos de cada um dos blocos são bem distribuídos ao longo das unidades e dos volumes, sendo retomados e aprofundados progressivamente.
A articulação entre os conteúdos novos e os já abordados é, em geral, bem cuidada. Algumas vezes, recorre-se, explicitamente, a comandos do tipo você já sabe o que é.... Outras vezes, no entanto, deixa-se tal explicitação a cargo do professor. A obra destaca-se, ainda, pela diversidade de abordagens de um mesmo conceito e pela articulação entre eles. Por exemplo, o número é explorado sob seus aspectos cardinal, medida, ordinal, código e ponto na reta numérica. A adição é tratada em situações que identificam as idéias de juntar (compor) e de acrescentar (transformar), entre outras. No entanto, há ocasiões em que a articulação entre diversos significados não é feita no livro do aluno, embora haja sugestões para isso no Manual do Professor. Com poucas exceções, os conteúdos dos quatro blocos são abordados e bem interrelacionados em todas as unidades. A coleção apresenta, ainda, grande diversidade de representações matemáticas, pois a linguagem simbólica, desenhos, fotos, gráficos e tabelas estão presentes em toda a obra.
A abordagem dos conteúdos no campo da geometria é um dos pontos fortes da obra. A intenção de envolver o aluno em distintas situações de visualização, manipulação, orientação, representação e construção, expressa no Manual do Professor, é bem sucedida. Destacam-se ainda dois aspectos particulares: a atenção aos diversos significados do conceito de espaço e o cuidado em evitar os excessos de nomenclatura. No campo do tratamento da informação, a coleção introduz conceitos que contribuem para o desenvolvimento do pensamento estatístico e probabilístico, aspectos quase sempre pouco estudados nessa faixa de escolaridade. No campo de números e operações, além do cuidado com a abordagem dos diferentes significados e algoritmos das operações, exploram-se bastante o cálculo mental e a habilidade de fazer estimativas. A calculadora, no entanto, é pouco trabalhada. As grandezas de comprimento, capacidade, volume, tempo e massa estão adequadamente presentes em todos os livros. Além disso, são muitas as atividades envolvendo o sistema monetário. Mas há poucas atividades que solicitem fazer comparações de grandezas sem precisar recorrer à ação de medir.
Cada unidade é estruturada em torno de um contexto significativo para o aluno, que usa temas do cotidiano. Isso favorece o trabalho com o tratamento da informação, presente em quase todas as unidades. Especialmente em atividades de coleta, organização, leitura e interpretação de dados e sua representação em tabelas e gráficos. A contextualização adotada contribui para um trabalho freqüente e adequado com os conteúdos do bloco de grandezas e medidas. Nas 1ª e 2ª séries, parte-se do mais pessoal (experiências pessoais, corpo, casa etc.) para o mais coletivo (rua, transportes etc.). Nas 3ª e 4ª séries, a contextualização se dá a partir do mais concreto, familiar e local (espaços cotidianos, esportes, natureza etc.) ao mais abstrato e social (formas, equilíbrio, profissões etc.). A Matemática também é relacionada com outras áreas do conhecimento, o que pode levar o aluno a conhecer uma diversidade de aplicações.
A metodologia de ensino-aprendizagem baseia-se em pequenas seqüências de atividades, o que estimula a participação efetiva do aluno. As atividades propostas são, quase sempre, bem elaboradas, estimulantes, diversificadas e favorecem o desenvolvimento de variadas competências cognitivas. No entanto, a grande quantidade de conceitos e procedimentos apresentados em algumas unidades pode dificultar a construção do conhecimento matemático, particularmente nos dois últimos livros. A sistematização é feita, em geral, de forma adequada, embora, para complementá-la o docente precisará, por vezes, recorrer ao Manual do Professor. O trabalho em equipe e o uso de materiais didáticos são permanentemente estimulados. Outro ponto elogiável da obra é a indicação de diversas leituras complementares para o aluno.
A linguagem utilizada na coleção é adequada e bastante coloquial no livro da 1ª série. A introdução da nomenclatura matemática é feita de forma gradativa, em particular, a partir do volume da 3ª série. Há uma grande variedade de tipos de textos, além dos usuais em livros didáticos, e que incluem diálogos, lembretes, adivinhações, cantigas de roda, histórias em quadrinhos e receitas entre outros. As atividades propostas estimulam o aluno a opinar, a argumentar, a levantar conjecturas e a validar resultados, o que desenvolve a autonomia intelectual e estimula a imaginação. Além disso, são incentivadas atitudes favoráveis à preservação do meio ambiente, bem como é valorizado o convívio social, o que contribui para a construção da cidadania. Sobressai o tratamento dado à cultura indígena.
O Manual do Professor destaca-se por apresentar pressupostos teórico-metodológicos atuais, que são discutidos em articulação com a abordagem dos conteúdos na coleção. Isso auxilia a integração teoria-prática. Vale a pena ressaltar, também, que as orientações relativas à avaliação contêm uma boa reflexão sobre critérios que o professor deve considerar. Destacam-se os quadros de registros avaliativos para cada trimestre de cada série, a serem usados no diagnóstico da evolução dos alunos ao longo do ano.
EM SALA DE AULA – Para que o professor desempenhe de forma mais eficiente o seu papel, recomenda-se que recorra às orientações contidas no Manual do Professor. Essas sugestões são especialmente úteis para auxiliar na tarefa de sistematizar os conteúdos. As atividades propostas pedem, com freqüência, a utilização de diversos materiais didáticos. Além do ábaco, do quadro valor de lugar e do material dourado, que são comuns nessa fase do ensino, há uma variedade de outros que precisam estar disponíveis na sala de aula. Além disso, é recomendável que o trabalho com a calculadora seja complementado. O manual contém uma discussão muito útil sobre concepções e instrumentos de avaliação da aprendizagem, acrescida de quadros para registros avaliativos. O uso desses quadros pode orientar o docente a fazer um diagnóstico da aprendizagem do aluno.
Telefone celular não é brinquedo - 20/2/2006 17:10:11TopoTelefone celular não é brinquedo
Psicólogos advertem que crianças não precisam ter aparelho, que pode prejudicar relações pessoais.
Crianças não devem usar o celular, pois não há necessidade. As escolas devem proibir o uso na sala de aula e se esforçar para que a regra seja cumprida. Essa é a opinião de professores do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP).
"O celular coloca a criança numa imitação do mundo adulto muito cedo e alimenta a febre de um pequeno consumista", adverte Yves de La Taille, professor do Departamento de Psicologia Escolar da USP.
Segundo La Taille, o aparelho prejudica o aprendizado e a socialização face a face. "O recreio é um momento importante, é uma pena que seja despedaçado por relações não presenciais", diz.
O professor acha nocivo que os pais usem o celular para controlar os filhos. "Os pais devem confiar, não vigiar, isso só traz tensão, infidelidade e violência", afirma. "Se você fica toda hora monitorando seu filho é porque não confia na educação que deu. É uma maneira doce de ser tirano."
Os pais devem apoiar a escola, para ajudar a cumprir a norma que proíbe o uso do aparelho na sala de aula, afirma Leila Tardivo, professora do Departamento do Psicologia Clínica da USP. "É importante ter regras, a vida em grupo é assim."
Crianças não devem ter celular, na opinião de Leila. "É preciso respeitar as necessidades da criança em cada fase, para garantir-lhe um crescimento saudável", diz. "É perigoso queimar etapas, dar à criança mais do que ela pode suportar."
No caso dos adolescentes, ela sugere que os pais determinem limites. "Mesmo que os pais tenham boa condição financeira, os filhos devem aprender a dar valor ao que têm", diz a professora, que sugere a adoção de planos pré-pagos pelos jovens.
A empresa de pesquisa TNS Interscience conduziu um estudo, com moradores das cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, em dezembro, que revelou que 36% dos entrevistados têm filhos de 6 a 15 anos que usam celular.
Dos entrevistados que têm filhos nesta faixa etária, 39 % pretendem adquirir um aparelho novo para o filho. A maioria (64%), porém, não acha que as empresas devam criar um aparelho só para crianças. K.A.
(Artigo publicado no Jornal O Estado de São Paulo em 20/02/2006).
Cuidado! Não engula qualquer número publicado pela mídia. - 20/2/2006 17:05:27TopoDos jornais
Pandemia da gripe avícola na China. O governo chinês decidiu vacinar tudo quanto é penosa do país. Catorze bilhões de aves. Vacinando uma galinha por segundo, 24 horas por dia, 365 dias por ano, em apenas 450 anos todas as galinhas estarão vacinadas.
(publicado na coluna de Millôr Fernandes da Revista Veja, edição 1944 de 22 de fevereiro de 2006)
Polêmica sobre os métodos de alfabetização - 20/2/2006 09:55:31TopoNão há método milagroso
(texto publicado na seção TENDÊNCIAS/DEBATES da edição da Folha de São Paulo de 18/02/2006)
O MEC acerta ao propor a revisão do processo de alfabetização no Brasil?
Não
TELMA WEISZ
Em primeiro lugar, seria preciso saber de que processo de alfabetização estamos falando: do processo através do qual a criança aprende a ler e a escrever ou dos procedimentos através dos quais o professor ensina?
Sei que essa diferenciação soa estranha para o público leigo, mas ela é essencial. As pesquisas em psicolingüística que produziram grandes avanços nos últimos 25 anos foram exatamente as que conseguiram deixar de confundir o "como se ensina" com o "como se aprende". Essa confusão está na origem da chamada "guerra dos métodos", batalha entre método global e método fônico encerrada na primeira metade do século passado. Os que tentam reviver o método fônico acusam seus opositores de usar o método global, mas isso não é verdade.
Seria conveniente relembrar alguns dos atualmente famosos números do fracasso escolar brasileiro. Desde que dispomos de estatísticas confiáveis, os números da reprovação escolar ao final da primeira série se repetem com uma continuidade de arrepiar. Em 1956, por exemplo, foram reprovados 56,6% do conjunto de todos os alunos ao final dessa série. Em 1987, 30 anos depois, foram reprovados 51%, e em 1996, um ano antes da publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), foram reprovados apenas (sic) 41%. Como sabemos, a reprovação na primeira série acontece porque o professor avaliou que o aluno não estava alfabetizado. Atribuir ao construtivismo -teoria do conhecimento que é um dos suportes teóricos dos PCNs, e não um método de alfabetização- a nossa histórica dificuldade para alfabetizar só pode ser ignorância ou má-fé.
Como venho bradando nestes meus 40 anos de militância profissional centrada na melhoria da qualidade da educação pública no país, a escola que não consegue alfabetizar adequadamente seus alunos é um poderoso instrumento de exclusão social, e índices de fracasso dessa dimensão representam um genocídio intelectual. E o que os professores usavam para conseguir esses assombrosos resultados? As cartilhas que todos conhecemos e que têm como único foco o ensino de quais letras representam quais sons. O construtivismo nunca teve nada com isso.
O que a ciência nos ensinou nas últimas décadas é que o processo pelo qual se aprende a ler e a escrever tem características peculiares. Apesar de ser considerada como o mais escolar dos conteúdos escolares, a alfabetização não acontece apenas dentro da sala de aula e as crianças não chegam à escola vazias de conhecimento sobre a língua escrita, como imaginávamos antes.
As de classe média, filhas de leitores de jornais como nós, iniciam oficialmente a alfabetização sabendo muita coisa sobre a escrita. Sabem que a escrita representa o que se fala. Que, para escrever, é preciso representar cada "pedaço" do falado com a letra que lhe corresponde.
Nesse momento, já construíram a consciência fonológica no nível da sílaba e, nessas condições, toda informação sobre as letras e seu valor sonoro convencional, apesar de ainda não completamente entendida, faz sentido. Mas essas são as crianças de classe média.
As outras crianças -as que não conseguem se alfabetizar no tempo que a escola espera- são as que vivem em famílias nas quais o jornal serve, por exemplo, para embrulhar, não para informar. Para elas, que têm muito pouco contato com a escrita e ainda não descobriram que é preciso representar cada "pedaço" do falado com os elementos gráficos correspondentes, de nada adianta começar informando diretamente sobre as letras e os sons, pois isso ainda não faz nenhum sentido.
Por isso, o trabalho mais importante da escola com essas crianças, assim que chegam, é levá-las a mergulhar no mundo da cultura escrita para que elas possam começar a pensar sobre o assunto. Quando conseguimos criar as condições adequadas, essas crianças percorrem rapidamente a distância que as separa das outras e aprendem a ler. Mas, se a escola não é capaz de ajudá-las a transpor esse fosso, elas vão engrossar as estatísticas do fracasso escolar.
Para ensinar a ler e a escrever, é preciso que a metodologia possa dialogar com as reais necessidades de aprendizagem dos alunos em cada momento do seu processo. Para conseguir esse diálogo, é preciso investir continuamente na qualificação profissional dos professores. Mas não só. Também no desmonte da burocracia, do corporativismo e da descontinuidade das políticas públicas que atrapalham todos os profissionais que lutam, de dentro da escola, por uma educação de qualidade para todos os brasileiros.
Telma Weisz é doutora em psicologia da aprendizagem pela USP. Foi consultora do MEC para a concepção e produção do Programa de Formação de Professores Alfabetizadores e é autora do livro "O Diálogo entre o Ensino e a Aprendizagem" (Ática).
Bebês têm noções matemáticas, diz pesquisa - 19/2/2006 17:12:04Topoveja da fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u50931.shtml
15/02/2006 - 09h59
Bebês têm noções matemáticas, diz pesquisa
da BBC BrasilOs bebês têm uma noção rudimentar de matemática muito antes de aprender a andar ou a falar, de acordo com uma nova pesquisa americana publicada na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences". Com sete meses, os bebês têm um sentido abstrato de números e são capazes de ligar o número de vozes que escutam com o número de rostos que vêem. A pesquisa pode ser útil no desenvolvimento de métodos para o ensino de habilidades matemáticas básicas para as crianças muito jovens, segundo os pesquisadores. Os adultos conseguem reconhecer facilmente a equivalência numérica entre dois objetos que vêem e dois sons que escutam. Este também é o caso para alguns animais, como os macacos, mas até agora havia provas contraditórias sobre a habilidade dos bebês muito jovens de fazer o mesmo. VídeosKerry Jordan e Elizabeth Brannon, da Universidade Duke, na Carolina do Norte, exibiram um vídeo com dois ou três mulheres adultas estranhas dizendo simultaneamente a palavra "olha" para bebês de sete meses. Os vídeos eram exibidos em dois monitores colocados lado a lado enquanto os bebês sentavam no colo de um dos pais. Trilhas sonoras, sincronizadas com ambos os vídeos, eram tocadas em um alto-falante escondido. Na média, os bebês passaram uma parte maior do tempo olhando para o monitor no qual o número de vozes escutadas era o mesmo onde estavam os rostos que eles viam. "Nossos resultados demonstram que aos sete meses as crianças conseguem representar a equivalência entre o número de vozes que escutam e o número de rostos que vêem", escreveram os pesquisadores. "O paralelo entre o desempenho dos bebês e de macacos rhesus na tarefa é particularmente impressionante", diz o estudo. A pesquisa sugere que há um sistema compartilhado entre os bebês antes de aprenderem a falar e os animais não-verbais para representar números. Métodos de ensinoA compreensão desse sistema poderia ser útil no desenvolvimento de métodos para o ensino de matemática básica para os muito jovens. "O estudo faz perguntas importantes sobre as habilidades numéricas na infância", disse Anna Franklin, do Laboratório de Bebês do Departamento de Psicologia da Universidade de Surrey. "Os resultados apóiam o argumento de que os bebês jovens são capazes de fazer uma série de operações mentais e que os bebês são mais espertos do que pensávamos", disse ela.
Inaugurando o Blog - 19/2/2006 15:40:35TopoCaro(a) visitante devido ao grande fluxo de mensagens solicitando nosso posicionamento sobre sobre temas variados da educação e em especial da Educação Matemática, estamos lançando o BLOGode um espaço onde serão veiculados e comentados artigos sobre matemática, educação, cultura e outros temas de interesse social.
Bigode
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