| preparando jovens (futuros cidadãos) para o século XXI . . com um currículo do século XIX.
A responsabilidade da comunidade de educadores matemáticos no rompimento do paradigma curricular de Matemática
É desnecessário listar motivos que atribuam importância e responsabilidade ao papel que as escolas do GRUPO exercem na sociedade paulistana como referência de uma educação padrão de qualidade para a escola (pública ou privada). As escolas do GRUPO dão "formação sólida aos aluno", o que quer dizer que elas "dão base", "aprofundam os conteúdos oficiais". Entretanto estas escolas seguem, salvos raras exceções, o paradigma do "programa oficial" com o intuito de preparar seus alunos.
Eis aqui uma questão delicada e talvez contraditória. Tais conteúdos oficialmente pré-determinados podem estar formando jovens, que serão cidadãos no século XXI - tão próximo - baseados em necessidades exclusivas do século XX. Vários exemplos podem ser exibidos aqui a fim de justificar tal proposição, eis alguns deles:
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Em dez anos o curso de logaritmos abandonou o uso das tabelas para o enfoque sobre as funções logarítmicas. Menos mal.
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Porém, os conteúdos de geometria tradicionalmente desenvolvidos nos programas, cursos e livros - quando seriamente desenvolvidos e aplicados - têm um enfoque euclidiano quase que exclusivamente métrico. Esta tradição está associada à uma época em que o curso de geometria estava deslocado das "outras matemáticas" e onde os alunos eram preparados para os "ofícios".
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O perfil do profissional desta década é outro, este pertence majoritariamente ao setor de serviços, onde a questão da medida é pouco ou quase nada realizada.
Quando foi a última vez que você necessitou lembrar da fórmula da área de um losango ? Provavelmente na prova sobre "área de losangos".
O homem comum, não especialista em matemática, aquele que vai ser cidadão nesta e na próxima década vai necessitar de conhecimentos e habilidades que a escola atual está negligenciando em nome de uma tradição curricular que não dá conta de exigências e necessidades mínimas ditadas pela tecnologia que invade nosso cotidiano.
Frente a estas considerações cabe aos profissionais que atuam nas escolas do GRUPO, entre outros, assumir a responsabilidade, com coragem, refletir e debater quais são os conhecimentos e habilidades matemáticas mínimas para o exercício da cidadania já, entendendo como tal a capacidade de fazer cálculos, estimativas, prognósticos; interpretar e construir modelos genéricos; interpretar linguagens; tomar decisões, utilizar de forma inteligente calculadoras, computadores ou outros objetos tecnológicos a fim resolver problemas para o qual não tenha sido adestrado. |