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EF 2004 - SBEM
“Do currículo que queremos ao currículo
que podemos” ou
“Do currículo que podemos ao currículo
que queremos”?
Antonio José Lopes
Centro de Educação Matemática
– CEM
Editora FTD
Ao atender o convite da SBEM para participar
do Fórum Nacional de discussão sobre Currículos de
Matemática para a Educação Básica no Brasil,
optei por centrar minhas reflexões no recente movimento brasileiro
da Educação Matemática, levando em conta sua história
e as conquistas dos últimos 30 anos, da crítica aos desvios
do Movimento da Matemática Moderna à proposição
dos Parâmetros Curriculares Nacionais.
Uma pergunta para iniciar nossa reflexão:
Por que é necessário que se
façam reformas no currículo ?
Muitos motivos justificam mudanças
no currículo escolar. Alsina (2000) lista cinco fatores gerais de
maior importância:
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as mudanças sociais aceleradas;
a globalização;
o impacto tecnológico;
a qualidade da educação;
o compromisso social.
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Tais fatores têm determinado em maior
ou menor grau as transformações curriculares em muitos países,
considerando o momento histórico, conjunturas e outras variáveis¹
.
E quais destes fatores poderiam justificar
uma reforma curricular no Brasil ?
Todos!
Essas razões e outras mais específicas,
associadas às condições sociais, econômicas,
culturais e científicas do país neste início de século
XXI, impõem a necessidade de implementação de uma profunda
reforma curricular nos sistemas de ensino fundamental e médio e no
currículo de matemática em especial. Há ainda outros
motivos que justificam uma reforma no currículo escolar no contexto
brasileiro:
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as mudanças políticas no Brasil desde o fim da
ditadura militar;
a busca por um modelo econômico socialmente justo;
a universalização do ensino e a necessidade de uma
educação para todos;
as transformações tecnológicas aceleradas,
que afetam o mundo do trabalho, as ciências e a vida cotidiana;
a necessidade de inserir o país no comércio mundial
em condições competitivas;
a necessidade de estar preparado para enfrentar os problemas e desafios
de um futuro cada vez mais próximo e incerto que faz com as
conquistas de hoje pareçam obsoletas num curto intervalo de
tempo;
a prática por um longo período de tempo, de um ensino
identificado, e muitas vezes autodenominado, como tradicional, com
origens numa concepção de ensino e aprendizagem que
remonta ao início do século XX;
a prática por longo período de tempo da chamada Matemática
Moderna.
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Um primeiro passo, na direção
de responder a estas demandas, foi dado com a proposição dos
Parâmetros Curriculares Nacionais – PCN, pelo MEC a partir de
1997. Entretanto o processo de uma reforma mais profunda não aconteceu,
por razões as mais diversas, muitas delas alheias à comunidade
educacional brasileira, como se poderá conferir mais adiante.
Mas para abordar criticamente uma proposta
curricular como será feito aqui com os PCN, é importante precisar
o que entendemos por currículo, e que o que sabemos sobre sua implantação.
Dimensões e Níveis de Currículo
Por muito tempo a idéia de currículo
esteve associada a listas de conteúdos elaboradas por um organismo
central ou por cada unidade escolar. Tal concepção foi contestada
por pesquisadores, como Geoffrey Howson :
“(..) este é um ponto de
vista restritivo que conduz a erros e mal entendidos. Em geral se se quer
que o desenvolvimento curricular tenha êxito, se deve partir de um
ponto de vista mais amplo, que leve em conta vários fatores. Nem
o conteúdo nem a metodologia podem ser considerados em separado e,
ademais, só podem estabelecer-se com propriedade quando se tenham
bem claros os objetivos da educação em geral e a educação
matemática em particular. Os melhores planos estão destinados
ao fracasso se não se revisam ao mesmo tempo os métodos de
avaliação, para averiguar se se cumprem ou não os objetivos
desejados e para encorajar a chegada às metas educativas e matemáticas
previstas, mais que se predispor contra elas. O currículo portanto
não deve ser somente um índice de conteúdos, senão
que deve conter propósitos, conteúdos, métodos e procedimentos
de avaliação. Acima de tudo deve reconhecer o papel importante
jogado por cada docente em particular” (Howson , 1979).
D´Ambrósio (1986) reforça
esta idéia ao destacar os componentes básicos do currículo
objetivos, conteúdos e métodos (o; c; m) numa relação
solidária. Steiner (1980) acresce uma quarta componente: a avaliação.
Na construção dos PCN essas
quatro componentes foram consideradas, mas isto não foi condição
suficiente para que se tivesse garantido o sucesso da implantação.
Isto porque há um descompasso esperado entre o currículo oficial
pretendido e aquele que chega nas escolas.
Diversos autores distinguem quatro níveis
de currículo:
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Oficial : É o currículo pretendido,
está nos documentos e textos oficiais: PCN, diretrizes de SEE,
SME, etc.
Potencial : Está nas publicações,
sites, comunicações em eventos e demais formas de comunicação
que tem como alvo os professores.
Implementado : É o que os professores conseguem
desenvolver nas suas salas de aula num período de tempo determinado
(ano letivo, série, ciclo, etc).
Aprendido : É o currículo alcançado,
aquele que chega ao aluno (nem sempre é captado pelas avaliações). |
É de se esperar uma certa distância
entre o que é proposto no currículo oficial, e o que é
apropriado pelos alunos. O desafio que se coloca é entender que fatores
contribuem para aumentar ou diminuir essa distância. Alguns estudos
sobre currículo em todas as etapas, da construção e
proposição à implantação e “feedback”,
ajudam a responder ao desafio de aproximar o currículo oficial pretendido
ao aprendido pelos alunos.
Rico e Sierra (1994) analisaram as reformas
propostas no currículo espanhol, apresentando considerações
críticas e um rol de problemas detectados tanto na proposição
como implementação:
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excesso de conteúdos
indefinição de um projeto
fundamentação psicológica inadequada ou insuficiente
ignorância ou desprezo das realidades e necessidades regionais
|
Além disto, deve-se ter em conta
que uma reforma curricular não se concretiza tendo como alvo apenas
os professores. É necessário mirar e envolver os centros de
formação de professores, as secretarias de educação,
as editoras e a sociedade em geral, tudo isso apoiado numa comunicação
eficiente que faça uso das mais diversas mídias a fim de atingir
inclusive os familiares. Estudos citados por Burgués (2000) indicam
que a família pode exercer influência no êxito dos alunos
tanto quanto os professores.
Os Parâmetros Curriculares Nacionais.
Ao refletir sobre os últimos sete
anos desde que os PCN foram propostos, divulgados, debatidos, interpretados
e parcialmente implantados, o balanço que faço indica que
paralelamente aos avanços conquistados, há também lacunas,
retrocessos, equívocos e outras limitações do documento
em si e do processo de sua implementação, o que aponta para
o presente e o futuro muitas tarefas nada simples, na direção
de aperfeiçoar tanto o texto como as ações que garantam
uma implementação efetiva.
PCN : Avanços
A construção dos PCN foi marcada
por muitos aspectos positivos, e algumas ações pioneiras na
história da educação brasileira. Durante a elaboração
dos parâmetros de ensino fundamental, por exemplo, houve a participação
direta e indireta de uma parcela significativa de representantes da comunidade
de pesquisadores em educação matemática e de especialistas
de secretarias de educação. Por outro lado esta "democracia"
não foi praticada na definição dos parâmetros
de ensino médio.
Merece destaque por seus méritos
as seguintes conquistas dos PCN:
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Trouxe à tona a discussão sobre o currículo,
rompendo com a concepção inercial vigente até
então, associada à idéia da lista fechada de
tópicos e objetivos.
Contribuiu para perturbar a relação passiva de professores,
coordenadores e pedagogos com o currículo.
A concepção adotada levou em conta as componentes
(o; c; m) de D´Ambrósio e colocou a avaliação
como um dos focos da discussão sobre o currículo.
Centrou em objetivos mais que em tópicos.
Introduziu novidades de modo explícito: conteúdos
como o tratamento da informação; e
recursos didáticos como as calculadoras.
Recuperou temas importantes que faziam parte do ensino antes do
advento da Matemática Moderna como o cálculo
mental e a estimativa.
Trouxe para o centro da discussão curricular temáticas
e abordagens não tradicionais como a etnomatemática,
na perspectiva de matemática para todos.
Manteve a orientação em torno de abordagens e recursos
metodológicos como resolução de problemas,
exploração e uso de jogos e materiais
manipuláveis, história da Matemática,
interdisciplinaridade.
Valorizou e deu visibilidade aos aspectos e temáticas sociais,
como: cidadania, valorização do trabalho, saúde,
sexualidade e outros temas transversais. |
PCN : Lacunas – Limitações
- Retrocessos - Equívocos
As conquistas não foram suficientes
para ofuscar problemas graves tanto do texto como do processo de implantação.
Considerando o fato de que os PCN tiveram considerável e pública
influência do currículo espanhol, aproveitei as mesmas categorias
utilizadas por Rico e Sierra na análise crítica da reforma
espanhola, para fazer minha primeira abordagem:
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excesso de conteúdos: os PCN introduziram
novas temáticas consideradas essenciais por uma parcela significativa
da comunidade de educação matemática, entretanto
não foi explicitado o peso que deveria ser dado a certos conteúdos
considerados obsoletos numa perspectiva de “matemática
para todos”. Uma conseqüência detectada é
que muitos professores entenderam que tinham que “servir a dois
senhores” condensaram seus programas justapondo as novas propostas
às que praticavam antes, comprometendo o ritmo de aprendizagem
dos conteúdos;
indefinição de um projeto: negar
a matemática moderna e aspectos localizados do ensino tradicional
não é suficiente para dar identidade a uma nova diretriz
curricular. Mas na escola real, esse tem sido o discurso que sustenta
programas que procuram, na melhor das intenções, interpretar
o que os PCN propõem. Tal falta de identidade tem produzido
verdadeiras “colchas de retalho” de práticas didáticas
autodenominadas como “diferentes” e sem um eixo definido;
fundamentação psicológica inadequada
ou insuficiente: os estudos de psicologia cognitiva tiveram
mais repercussão no segmento de 1a. a 4a. séries, mas
não foram devidamente incorporados pela comunidade que atua
nos segmentos de 5a. a 8a. séries e ensino médio. Tal
assimetria manifesta no discurso dos PCN em relação
aos elementos cognitivos, pode ser detectada nos materiais didáticos
supostamente de acordo com os princípios e orientações
dos PCN, produzidos pelas editoras comerciais.
ignorância ou desprezo das realidades e necessidades
regionais: o discurso dos PCN apresenta características
muito genéricas que são massificadas pela indústria
editorial de forte influência das culturas do Sul-Sudeste, onde
estão concentrados os grandes grupos editoriais.
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Outros fatores relativos à elaboração
e implantação dos PCN contribuíram para o que aponto
como lacunas, limitações, retrocessos e equívocos.
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Não houve por parte do MEC, vontade política expressa
com verbas e infra-estrutura de implantação dos PCN,
compatíveis com as dimensões da proposta e do sistema
de ensino, bem como das necessidades brasileiras.
A importância da reforma foi atropelada pela agenda política
do governo. Houve ajuste do calendário de anúncios e
implantação dos PCN ao calendário eleitoral que
interessava ao governo da época.
O MEC permitiu o estabelecimento de “feudos”, provavelmente
para amortecer interesses e conflitos políticos e pedagógicos.
Da partilha sobrou um PCN do EF sem visão do EM e os PCN do
EM elaborados como se os PCN do EF não existissem.
Conteúdos e propósitos dos PCN do EF foram ignorados
pelos PCN do Ensino Médio, e uma boa parcela de escolas, vestibulares
e editoras.
Os textos dos PCN do (EF e EM) são desprovidos de mecanismos
reais de auto-regulação, crítica e transformação
visando tanto seu aperfeiçoamento como a superação
de suas lacunas e limitações.
Os documentos são pobres de orientações didáticas
em pontos que deveriam exigir uma atenção especial:
em temas clássicos como a geometria; temas novos como o tratamento
da informação; ou novas abordagens como projetos.
Não há um posicionamento crítico explícito
em relação à cultura da facilitação
que impera há muito tempo nas práticas didáticas,
o que contribuiu para que muitos de seus propósitos e diretrizes
saudáveis fossem banalizados, coisificados e mercantilizados.
(projetos, temas transversais, ..).
O texto de EF veicula certas idéias e propostas através
de um discurso “politicamente correto”, porém sem
um comprometimento real, deixando a desejar em relação
à fundamentação e/ou orientações
didáticas de temas importantes como: etnomatemática,
modelagem, projetos, computadores, calculadoras, cidadania, avaliação.
O discurso está carregado de adjetivações
e formas imperativas do tipo "são importantes", "é
fundamental", sem no entanto fundamentar os motivos de ser importante
ou fundamental.
O modo imposto para sua elaboração e discussão,
produziu relações extremadas de adesão e rejeição
incondicionais, o que levou a um certo sufoco da crítica, que
não foi estimulada nem no texto, nem nas ações
do MEC. Uma das conseqüências foi o engessamento da interpretação
dos professores em relação ao documento.
Em muitos lugares a aceitação dos PCN está
sendo ancorada apenas no fato de que o que estava no lugar era muito
ruim.
Quanto ao conteúdo matemático identifico lacunas,
equívocos e desequilíbrios. Apesar de o discurso focar
os modos de pensar (algébrico, proporcional, geométrico,
probabilístico, ..), por falta de um suporte adequado (orientações
didáticas, livros de apoio, etc), as práticas continuam
centradas em tópicos desconexos.
Os PCN geraram numa parcela da comunidade e em parte das escolas
o que chamo de efeito “placebo”. Professores desenvolvendo
as mesmas práticas contaminadas pelo que há de mais
questionável no ensino tradicional ou do movimento da Matemática
Moderna, porém com a sensação de estar realizando
grandes mudanças, por conta da maquiagem metodológica
estimulada por materiais didáticos de qualidade discutível,
que fazem com que o resultado da aprendizagem dos alunos não
apresente alterações significativas.
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Perspectivas e Agenda mínima
Das reflexões²
críticas desse debate tenho a expectativa de que surjam orientações
no sentido do aperfeiçoamento do processo de reforma curricular já
iniciado. É possível construir uma agenda mínima discutida
e proposta por este fórum, em que não haja lugar nem para
a negação total do PCN, tampouco para sua aceitação
compulsória. As críticas devem ser recebidas como o combustível
natural dos processos de mudança e desenvolvimento.
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1) Ampliar este Fórum Nacional sobre Currículo
de Matemática, evitando que seja eventual, e que se
crie canais e mecanismos de discussão e ação
com participação de diversos setores da sociedade
e não apenas de especialistas e corporações,
visando uma reorientação de metas e ações
em relação aos PCN.
2) Estimular e financiar estudos sobre o impacto dos PCN
junto às escolas.
3) Organizar grupos temáticos assessores, democraticamente
compostos, para trabalhar na fase II dos PCN.
4) Estimular a formação de grupos de estudo
em todos os níveis.
5) Aprofundar a questão da avaliação
no currículo.
6) Levar a discussão sobre o currículo de matemática
para os cursos de licenciatura.
7) Buscar formas de investimento em projetos
de formação de professores em serviço,
tal como existiu nos anos 80 através do Subprograma Educação
para a Ciência (SPEC), e outros do gênero.
8) Socializar estudos e experiências bem sucedidas através
de eventos como o ENEM, encontros regionais e encontros
temáticos, e publicações de apoio ao professor
ou mesmo projetos de livros didáticos na linha da proposta
do “livro de risco”, idéia original
de Ubiratan D ´Ambrósio e por mim defendida há
duas décadas. |
¹A história
recente está repleta de exemplos de reformas curriculares provocadas
por transformações sociais, políticas, culturais e
econômicas: a) Revoluções e mudanças de regime
político: Rússia (a partir de 1917), Cuba (início dos
anos 60), Irã (início dos anos 80); b) transição
de regimes democráticos para ditaduras: Chile e Argentina (anos 70);
c) transição de ditaduras para regimes democráticos:
Espanha e Portugal (anos 70) associada à entrada destes países
na Comunidade Econômica Européia; d) transformações
econômicas e tecnológicas na Ásia a partir dos anos
90; e) Globalização e competitividade: EUA (Standards –
NCTM, anos 90); EUA (Guerra Fria, Movimento da Matemática Moderna,
anos 60); f) Formação (e/ou ampliação) de blocos
econômicos: UE, Mercosul, Alca, Nafta, ...
² Os posicionamentos
aqui registrados foram construídos a partir do contato direto com
professores de todos os níveis e sistemas de ensino em todas as regiões
do país, onde atuei como: pesquisador; consultor de programas curriculares
oficiais federais (PCN), estaduais e municipais; docente de projetos de
formação de professores em serviço, em instituições
de ensino superior, fundações, ONGs e órgãos
governamentais; autor de livros didáticos e de materiais institucionais
para órgãos governamentais.
Referências:
Alsina, C. (2000): Mañana
será otro día: un reto matemático llamado futuro. in
El currículum de matemáticas en los inicios del siglo XXI.
J Ma. Goñi (coord.). Biblioteca de Uno. Barcelona: Graó.
pp. 13-21.
Burgues, C. (2000). El Currículo
de primaria. in El currículum de matemáticas en los inicios
del siglo XXI. J Ma. Goñi (coord.). Biblioteca de Uno. Barcelona:
Graó. pp. 59-66.
D´Ambrósio, U. (1986). Da Realidade
à Ação: Reflexões sobre Educação
(e) Matemática. São Paulo : Summus Editorial; Campinas: Editora
da UNICAMP.
Howson, G. (1979): Análisis Crítico
del Desarrollo Curricular en Educación Matemática.
In Steiner H; Christiansen, B. (eds.) Nuevas Tendencias en la Educación
Matemáticas Volumen IV. Paris: UNESCO.
Steiner, H. (1980)(ed.): Comparative
Studies of Mathematics Currícula. Change and Stability 1960-1980.
Institut für Didaktik der Matematik. Bielefeld: Universität Bielefeld.
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